De todas as práticas que a Ayurveda dedica ao corpo, poucas são tão antigas ou tão estimadas como o Shiroabhyanga (a tradicional massagem da cabeça com óleo morno). O nome diz exatamente o que é: shiras, a cabeça, e Abhyanga, a massagem com óleo. Há gerações que é assim que um dia longo termina, ou que um tratamento começa.

De onde vem a prática

Os textos clássicos situam a oleação da cabeça dentro do Dinacharya (a rotina ayurvédica diária de cuidados pessoais). O Ashtanga Hridayam, uma das obras principais da Ayurveda clássica, conta a aplicação diária de óleo na cabeça entre os hábitos que mantêm uma pessoa bem. Nunca foi apresentada como um luxo. Era um cuidado corrente, esperado, da mesma categoria que a higiene dos dentes.

Em classical, onde as tradições clássicas do óleo se conservam com mais força, o Shiroabhyanga abre também muitos tratamentos profissionais. O terapeuta começa muitas vezes pela cabeça, mesmo quando a marcação é para o corpo, porque uma cabeça em sossego aquieta tudo o que fica por baixo.

O que acontece na prática

O óleo morno aplica-se no alto da cabeça e trabalha-se para fora, por todo o couro cabeludo, em círculos lentos e deliberados, descendo depois às têmporas, às orelhas e à base do pescoço. Mantém-se o ritmo pausado, de propósito. Dez a quinze minutos são uma prática completa. Todo o couro cabeludo é denso em pontos marma (pontos vitais trabalhados na massagem ayurvédica tradicional), e os círculos lentos do Shiroabhyanga passam por eles um a um. O nosso guia dos pontos marma explica esse mapa com mais detalhe.

Porquê o óleo, e qual óleo

Existe massagem seca da cabeça, mas a tradição é perentória quanto ao óleo. É o óleo que transporta as ervas, amacia o couro cabeludo, alimenta as raízes do cabelo e deixa as mãos deslizarem sem repuxar. As receitas clássicas para a cabeça reúnem uma base morna de sésamo com as ervas que os textos associam à cabeça e ao cabelo: Amla, Bhringraj e Brahmi surgem uma e outra vez.

É esta a composição do nosso Óleo Shiroabhyanga: Amla, Bhringraj e Brahmi infundidos em óleo de sésamo, coco, amêndoas doces e rícino, feito exatamente para esta prática, em casa ou na sala de tratamento.

Ao fim do dia ou de manhã?

Ambos têm a sua tradição. A oleação matinal antes do banho é o hábito clássico estrito. A prática ao fim do dia tornou-se a forma preferida na vida moderna, porque encerra o dia: os ombros descem, a mente aquieta-se e o sono tende a chegar com mais facilidade. Se está a começar, comece por uma noite por semana e deixe o hábito crescer a partir daí. O nosso guia da rotina do fim do dia mostra onde a prática se encaixa entre os rituais com que a noite se fecha.

Apenas para uso externo. Não substitui o aconselhamento médico profissional.